VPNs estão agora banidas na região da Caxemira, na Índia. O governo indiano adotou essa postura devido a "ameaças à segurança nacional", mas, no fundo, esse tipo de restrição a VPNs parece extremamente autoritário. Para levar o princípio a níveis absurdos, seria como proibir roupas apenas porque alguns criminosos poderiam usá-las para se disfarçar.
Essa proibição de VPN foi introduzida em 29 de dezembro, e os moradores da Caxemira já estão enfrentando as consequências há algumas semanas. A região possui uma longa história de conflitos, dado que se encontra na disputa entre Índia e Paquistão, remontando a cerca de 80 anos.
Enquanto a proibição de VPNs provavelmente não ajudará a acalmar a situação na região, ela certamente expõe as pessoas comuns na internet. Ao buscar um interesse muito particular e privado, as empresas que coletam dados estão atentas. Pesquisar sintomas de problemas médicos que você preferiria manter em segredo só aumenta o risco de que essas informações sejam vendidas, resultando em anúncios direcionados enquanto você mostra algo engraçado para seus amigos no celular.
Além disso, uma proibição de VPN facilita a ação de cibercriminosos. Considerando a camada de segurança que as VPNs oferecem a funcionários de TI, finanças e governo, isso pode acabar trazendo riscos à segurança nacional — uma ironia inegável.
Ao considerar todas as funcionalidades adicionais de cibersegurança que muitos dos melhores serviços de VPN oferecem, a situação se torna ainda mais grave. Algumas pessoas utilizam VPNs para:
- Monitorar se seus endereços de e-mail estiveram envolvidos em vazamentos de dados.
- Funcionar como gerenciadores de senhas.
- Servir como detectores de malware.
Assim como ocorre na maioria das legislações sobre VPNs — e na internet, de forma geral — parece que essa decisão foi tomada por indivíduos que não compreendem verdadeiramente a importância e a nuance dos serviços de VPN para o usuário médio.
Se você está navegando na internet sem proteção, é o momento de reconsiderar suas opções.